quarta-feira, 28 de setembro de 2022

No nada

Me acostumei com as migalhas de atenção quando em troca eu dava o mundo. Foi desproporcional, eu sei. E eu me crítico, me cobro. Enquanto eu imaginava mil possibilidades, a única alternativa que eu tinha foi tirada das minhas mãos, e mesmo assim eu continuei de braços abertos e estendidos aguardando um retorno. 
E hoje fico eu aqui, com um pacote que nunca vai querer receber, que está regado de carinho. Algo feito com o sentimento puro de um coração mas que nem mesmo isso foi capaz de querer. 
Vai-se embora para tão longe onde eu não possa acessar, mas já inicia sua partida para que eu nem possa notar sua verdadeira viagem de ida. 
Pouco a pouco eu vou me perdendo. Vou ficando sem meu próprio rumo. Me desencontrando de quem sou. Mas meu verdadeiro medo é quando ele me perder. Pois eu tinha muito a oferecer.

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